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	<title>Feito no Brasil</title>
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	<description>Um blog sobre cinema, quadrinhos e música da boa!</description>
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		<title>Feito no Brasil</title>
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		<title>[Cinema] O contador de histórias</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 14:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Ed.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Se quando alguém te diz: &#8220;Hey, você já viu aquele filme sobre o contador de histórias?&#8221; a primeira coisa que vem à sua mente é o premiado filme com Tom Hanks, bem, então é hora de rever os seus conceitos. Ou talvez assistir a este excelente filme nacional, ainda em circuito nos cinemas do país. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=feitonobrasil.wordpress.com&amp;blog=8630132&amp;post=33&amp;subd=feitonobrasil&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" title="O Contador de Histórias - pôster" src="http://i299.photobucket.com/albums/mm313/soinwo/pics/contador-de-historias-poster01.jpg" alt="" width="375" height="495" />Se quando alguém te diz: &#8220;Hey, você já viu aquele filme sobre o contador de histórias?&#8221; a primeira coisa que vem à sua mente é o premiado filme com Tom Hanks, bem, então é hora de rever os seus conceitos. Ou talvez assistir a este excelente filme nacional, ainda em circuito nos cinemas do país.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Contador de Histórias&#8221;, filme do diretor Luiz Villaça (&#8220;Por trás do pano&#8221; e &#8220;Cristina quer casar&#8221;), conta a história, real, de Roberto Carlos Ramos, o mineiro que, tendo passado uma parte considerável de sua infância na FEBEM de Belo Horizonte, viu-se salvo da sina de criminalidade e morte que o esperava por uma senhora francesa, de muito bom coração e, talvez, uma quantidade muito pequena de bom senso.</p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro, vamos à história por detrás da história. Roberto Carlos Ramos era o filho mais novo de uma família com dez crianças. Sua mãe, lavadeira, com muito esforço sustentava a casa. Um dia, enquanto assistia televisão na casa de um dos vizinhos, que abria as portas a todos da favela por ser o único que possuia um televisor, a mãe de Roberto viu uma propaganda, claramente militar, sobre os benefícios da FEBEM como lugar de combate à marginalidade e à miséria infantil. Como a senhora só podia colocar um dos filhos na FEBEM, escolhe o caçula, então com seis anos, com as esperanças de que ele tenha escola, comida e uma cama própria, bem como condições de se tornar doutor.</p>
<p style="text-align:justify;">Se você pode acessar esta minha página, então sabe que a FEBEM nunca foi, nos anos em que existiu, esse oásis de civilidade e salvação. Muito pelo contrário. Como Margherit (a bela atriz portuguesa Maria Medeiros, que tem no currículo muitos filmes brasileiros &#8211; como &#8220;O xangô de Baker Street&#8221;, bem como filmes internacionais, como &#8220;Pulp Fiction&#8221;) diz num determinado momento: se aquilo que a FEBEM está travando é uma guerra, então eles a estão perdendo.</p>
<p style="text-align:justify;">Bem, depois de inúmeras fugas e recapturas, Roberto Carlos, 13 anos, é considerado irrecuperável. É quando uma pedagoga francesa, Margherit (Maria Medeiros) surge na FEBEM interessada em fazer uma pesquisa (parece-me que de história de vida, mas isso não vem ao caso) e tem seu destino misturado ao de Roberto.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Margherit" src="http://blogdoviamundo.files.wordpress.com/2009/07/051.jpg?w=448&#038;h=336" alt="" width="448" height="336" /></p>
<p style="text-align:justify;">Conto essas coisas sem medo de estragar a história do filme porque é uma película biográfica. A história de Roberto Carlos Ramos, pedagogo e contador de histórias, pai adotivo de 13 crianças, é pública e notória, se sabe pelos livros. A beleza do filme então, não está em apresentar algo inédito: do contrário, é apresentar uma história conhecidamente tocante e de forma igualmente tocante. O resultado, um filme de emocionar mesmo agora, quando o descrevo, quase uma semana depois de assisti-lo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Roberto Carlos Ramos" src="http://www.tecnologia-e-cinema.com/wp-content/uploads/Imagem%202.jpg" alt="" width="392" height="146" /></p>
<p style="text-align:justify;">No filme, o papel de Roberto Carlos é desempenhado por três diferentes atores. Aos 6 anos, por Daniel Henrique; aos 13, por Paulinho Mendes e, aos 19, por Cleiton Santos. É ponto pacífico em todos os textos que li sobre o filme, a excelência das atuações dos garotos. Tanto Daniel como Paulinho (que se destaca mais por ter mais tempo na película) são fantásticos. Inclusive, é ele quem abre o filme, como uma cena pesada e dramática, que com muita facilidade cairia na pieguice. Mas não cai, graças ao diretor também, e muito por Paulinho, que tem a expressão certa, sem caricaturas, sem estereotipias.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Luiz Villaça" src="http://www.aletria.com.br/UserFiles/Image/_36J0261.jpg" alt="" width="269" height="179" /></p>
<p style="text-align:justify;">Já que citeia  competência de Luiz Villaça na cena inicial, acho justo ressaltá-la aqui. Sua direção e a edição feita ao filme são belíssimas e, pode parecer até meio óbvio, mas ao seguir o caminho (esperado e quase natural) de colocar narração em off durante grande parte do filme (oras, é o filme sobre um contador de histórias!) ele acerta em cheio: o recurso traz a emoção e a dramaticidade certa, principalmente quando aliado à excelente direção de atores que ele apresenta.  Inclusive, do elenco, talvez apenas Cleiton Santos e Victor Augusto da Silva (o &#8220;vilão&#8221; Cabelinho de Fogo aos 17 anos) não atinjam o alto nível estabelecido pelos demais. Mas isso não é uma falha da direção, me parece muito mais uma dificuldade destes atores ante a imensa competência dos demais: ou seja, eles são bons, mas os outros são <strong>muito</strong> melhores. Mas, ainda que seja injusto caracterizar como uma falha, há um recurso utilizado pelo diretor e que incomoda, e é seu hábito de lentificar e chacoalhar a câmera nos momentos mais aflitivos. Se isso tem um efeito muito bom na cena em que Roberto e Margherit se conhecem, seu surgimento na cena em que Margherit é traída tem o gosto ruim de chavão novelístico.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" title="Roberto e a mãe" src="http://www.aletria.com.br/UserFiles/Image/OCH00927.jpg" alt="" width="314" height="209" />Em resumo, &#8220;O Contador de Histórias&#8221; é um filme muito, muito bom mesmo. É tocante a ponto de toda a sala de cinema (que não estava muito cheia, infelizmente) ficar dando aquelas fungadinhas de choro durante mais de metade da exibição. Inclusive, é muito interessante um fato: depois de &#8220;Troppa de Elite&#8221;, embarquei numa onda de ignorar os (constantes) filmes brasileiros sobre pobreza, favela, crime, sertão e ditadura, temas que praticamente dominam o cinema nacional. Ainda que &#8220;O Contador de Histórias&#8221; esteja num desses grupos (a pobreza) ele não é um filme sobre <span style="text-decoration:underline;">a</span> pobreza. Faço um paralelo com &#8220;O ano em que meus pais saíram de férias&#8221;, de Cao Hamburger, um excelente filme de ditadura sem sê-lo. O Brasil precisa fazer mais filmes que fujam desse arroz com feijão batido e já sem gosto. Precisamos de mais contadores de histórias, pais saindo de férias, redentores (um dia ainda falo dele) e menos de carandirus, cidades de deus e homens desafiando o diabo. Não que estes últimos sejam ruins (e, exceto pelo último, não são), mas saturaram.</p>
<p style="text-align:justify;">Em analogia, &#8220;O Contador de Histórias&#8221; está muito mais &#8220;A Procura da Felicidade&#8221; e &#8220;Forrest Gump&#8221; do que para &#8220;Pixote&#8221;, o que prova que nós sabemos fazer. Basta boa vontade e boas histórias. Coisa que esse filme tem por demais.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/feitonobrasil.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/feitonobrasil.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/feitonobrasil.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/feitonobrasil.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/feitonobrasil.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/feitonobrasil.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/feitonobrasil.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/feitonobrasil.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/feitonobrasil.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/feitonobrasil.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/feitonobrasil.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/feitonobrasil.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/feitonobrasil.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/feitonobrasil.wordpress.com/33/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=feitonobrasil.wordpress.com&amp;blog=8630132&amp;post=33&amp;subd=feitonobrasil&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>[Música] Nhambuzim &#8211; &#8220;O Rosário&#8221; (2008)</title>
		<link>http://feitonobrasil.wordpress.com/2009/07/19/musica-nhambuzim-o-rosario-2008/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 16:46:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Ed.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Tal qual a vida, a internet é um negócio cheio de surpresas. Outro dia, acredito que estava procurando imagens da versão global de &#8220;O Grande Sertão: Veredas&#8221;, obra máxima de Guimarães Rosa, e que na versão para a Tv contou com Tony Ramos no papel de Riobaldo/Tatarana. Daí me deparei com essa imagem acima, a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=feitonobrasil.wordpress.com&amp;blog=8630132&amp;post=24&amp;subd=feitonobrasil&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-26" title="Nhambuzim" src="http://feitonobrasil.files.wordpress.com/2009/07/nhambuzim1.jpg?w=313&#038;h=283" alt="Nhambuzim" width="313" height="283" /></p>
<p style="text-align:justify;">Tal qual a vida, a internet é um negócio cheio de surpresas. Outro dia, acredito que estava procurando imagens da versão global de &#8220;O Grande Sertão: Veredas&#8221;, obra máxima de Guimarães Rosa, e que na versão para a Tv contou com Tony Ramos no papel de Riobaldo/Tatarana.</p>
<p style="text-align:justify;">Daí me deparei com essa imagem acima, a capa de um CD. De um desconhecido grupo chamado &#8220;Nhambuzim&#8221;, o álbum de nome &#8220;Rosário&#8221; trazia, logo abaixo do título a descrição de que eram &#8220;Canções inspiradas no sertão de Guimarães Rosa&#8221;. Foi o suficiente, fiquei instigadíssimo. Como o link da imagem remetia a um famoso blog de downloads de discos, resolvi arriscar. Deu no que deu.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Rosário&#8221;, disco de estréia da banda, é esplêndido. Uns arranjos regionais sem soar com aquele pedantismo intelectualóide de quem se quer ver vanguarda ou com aqueles que parecem ter parado no tempo. As vozes são deliciosas: há momentos em que Sarah Abreu canta e o mundo parece que pára lá fora. E as letras, que geralmente são o meu ponto favorito numa canção? Não ficam atrás nem por um minutinho que seja. Recheado de composições próprias (permeadas por canções de domínio público &#8211; &#8220;Aboio&#8221; e &#8220;Encomendação das Almas&#8221;; e outras duas de grandes nomes da música brasileira, como Paulo Cesar Pinheiro &#8211; &#8220;Sagarana&#8221; e Caetano fazendo dupla com Milton Nascimento em &#8220;A Terceira Margem do Rio&#8221;), as menções ao sertão de Rosa variam de intensidade: ora são explícitas no conteúdo (&#8220;Notícia do Norte&#8221;), ou na linguagem com conteúdo (&#8220;Nonada de Mim&#8221;, minha favorita), e outras vezes acabam sendo mais sutis (como na própria &#8220;A terceira margem do rio&#8221;). O resultado é que o disco passa longe de ser uma aula de literatura cantada. É um som gostoso que acompanha bem não só o sertão de Rosa, como outros sertões. <img class="aligncenter size-medium wp-image-27" title="Nhambuzim2" src="http://feitonobrasil.files.wordpress.com/2009/07/nhambuzim2.jpg?w=300&#038;h=199" alt="Nhambuzim2" width="300" height="199" />Uma única chateação é a &#8220;dificuldade&#8221; para adquirir o disco. Na net, ele só é encontrado no <a href="http://www.paulus.com.br/lojavirtual/secoes/detalhamento.php?id=347&amp;produto=Musicas&amp;cat_produto=produtos_musicas&amp;produto_dir=musicas&amp;categoria=MPB&amp;id_cat=2" target="_blank">site da Paulus</a> (e o preço está bem pouco convidativo, R$ 30,00). Ainda não tive tempo de visitar a loja (tijolal) da editora para ver se o preço encontra-se mais agradável. Se bem que, pela qualidade do material, vou acabar desembolsando a quantia uma hora ou outra.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;">Serviço</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Nhambuzim é formado por: Sarah Abreu (voz), Xavier Bartaburu (piano e arranjos vocais), Edson Penha (voz e berrante), Joel Teixeira (voz, viola e violão), André Oliveira (percussão), Itamar Pereira (baixo) e Rafael Mota (percussão).</p>
<p style="text-align:justify;">Para saber mais (e ouvir o som da banda) acesse o site oficial, <a href="http://www.nhambuzim.com/">http://www.nhambuzim.com/</a></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/feitonobrasil.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/feitonobrasil.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/feitonobrasil.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/feitonobrasil.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/feitonobrasil.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/feitonobrasil.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/feitonobrasil.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/feitonobrasil.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/feitonobrasil.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/feitonobrasil.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/feitonobrasil.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/feitonobrasil.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/feitonobrasil.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/feitonobrasil.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=feitonobrasil.wordpress.com&amp;blog=8630132&amp;post=24&amp;subd=feitonobrasil&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Nhambuzim2</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>[Cinema] Apenas o fim.</title>
		<link>http://feitonobrasil.wordpress.com/2009/07/19/cinema-apenas-o-fim/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 03:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Ed.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema independente]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra começar logo com o pé direito, vamos com um filme que, ao menos na blogosfera e nos meios internéticos em geral, tem dado o que falar. Matheus Souza, um jovem estudante de cinema da PUC-Rio escreveu e dirigiu o filme sobre o casal de namorados onde a garota, um belo dia, decide fugir, ir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=feitonobrasil.wordpress.com&amp;blog=8630132&amp;post=18&amp;subd=feitonobrasil&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" src="http://www.abril.com.br/imagem/apenas-o-fim-01g.jpg" alt="" width="440" height="698" /></p>
<p style="text-align:justify;">Pra começar logo com o pé direito, vamos com um filme que, ao menos na blogosfera e nos meios internéticos em geral, tem dado o que falar. Matheus Souza, um jovem estudante de cinema da PUC-Rio escreveu e dirigiu o filme sobre o casal de namorados onde a garota, um belo dia, decide fugir, ir embora. O &#8220;Feito no Brasil&#8221; foi assistir e agora conta a você tudo sobre o filme (mas sem estragar &#8211; muitas &#8211; surpresas!).</p>
<p style="text-align:justify;">Pra ganhar tempo, vamos &#8220;pegar emprestada&#8221; a sinopse que circula por aí:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<em>Adriana (Érika Mader) decide fugir de sua vida comum abandonando seus pais, seus amigos e o namorado Tom (Gregório Duviver) sem dar explicações sobre seu destino. Mas antes de partir, ela resolve passar a última hora com ele, tendo uma longa conversa enquanto andam pela faculdade. Eles falam de seu relacionamento lembrando o passado, imaginando o futuro e discutindo uma série de medos e questões envolvendo a geração de que fazem parte.</em>&#8220;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Antes de continuar, é preciso dizer que o filme já nasceu premiado, foi escolhido pelo júri popular como melhor filme no Festival do Rio do ano passado e na 32ª Mostra Internacional de São Paulo. E a razão de tanto <em>frisson</em> não é difícil de compreender: Matheus Souza, ao escrever a história de Tom e sua namorada que vai partir colocou na tela, de forma quase crua (mas não entenda crueza como dureza) os anseios de uma geração inteira. Jovens entre os 20 e os 30 anos, que ainda não se vêem plenamente adultos mas que no fundo sabem que já estão lá. Matheus escreve diálogos recheados de cultura pop, de citações que vão de pokémon a Power Rangers originais (aqueles dos idos de 1994!), passando mesmo por He-Man. Inclusive, é esse caldeirão de referências pop que lhe rendeu (apressadamente, na minha opinião) a alcunha de <a href="http://judao.mtv.uol.com.br/cinema/porque-voce-deve-assistir-a-apenas-o-fim/" target="_blank">Kevin Smith brasileiro</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Quero dizer que Matheus Souza e seu filme não são bons? Não senhor, o trabalho é de muita qualidade. Mas, há um <em>pera lá</em>. Não é porque é nacional, que é independente, que nós vamos passar a mão na cabeça e dizer que tá tudo lindo. Não é a proposta e ninguém cresce assim.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://cinema10.com.br/upload/filmes/filmes_391_Apenas%20o%20Fim%204.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align:justify;">Mathues Souza tem talento? Inegavelmente. Seus diálogos cheios de referência e um humor quase sutil, de uma observação genuína dos tipos humanos (<em>homini universitarius </em>na maioria das vezes) é sagaz. Não dá pra negar isso tudo, ao mesmo tempo que também não se nega que, tendo estreado com o pé direito, o autor/diretor ainda tem muito pra crescer e melhorar, e aí sim tornar-se o nosso (ou melhor) Kevin Smith.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez um dos problemas seja ter encontrado uma &#8220;fórmula&#8221;: mais da metade do filme os diálogos se resumem justamente às referências. É Tom perguntando, em <em>flashback,</em> à namorada que filme ela seria, que pokémon, que coadjuvante de Sonic, que cavaleiro do zodíaco, que música&#8230; Pode parecer o justo contrário, mas os personagens não se desenvolvem. É tanta &#8220;informação&#8221; (Shyriu, Bubbassaur) que não se absorve tudo. Mesmo porque, para absorver tudo, teria de se conhecer todas aquelas referências. Como a fórmula se repete tanto, acaba gastando também. E cansando. E o pior é saber que a fórmula se repete não porque o autor não consegue fugir dela: pelo contrário! Há cenas realmente memoráveis, onde essa questão toda sequer se insinua (quando por exemplo, a garota dá um carrinho de plástico a Tom e pede que ele entregue ao irmão mais novo) ou na cena da interpretação dos sonhos da namorada. Aqui inclusive se ressalta outro ponto: talvez por seu caráter evidentemente autobiográfico, Tom é um personagem muito mais consistente do que a namorada (cujo nome &#8211; Adriana- sequer nos marca). Nós sabemos como ele pensa, a forma como encara a partida da namorada, tudo com muita clareza. Dela só podemos inferir, ou ouvir numa frase quase solta ao final. Sua personagem é tão rasa, que sua decisão de fugir simplesmente não cola. Parece que ela encontrou um bombadão na praia, que engravidou do melhor amigo de Tom, qualquer coisa. A última hipótese é que ela deseja &#8220;se perder pra se encontrar&#8221;, como diria Lulu Santos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas mesmo no paraíso temos problemas, e se Tom é um personagem muito melhor que Adriana, Erika Mader também é uma atriz muito melhor do que Gregório Duviver. O rapaz é canastrão demais muitas vezes, e encarna um nerd completamente estereotipado, daqueles que gaguejam o tempo todo para falar e que só sentem emoção sobre qualquer coisa três dias depois. A cena do banheiro deixa claro o desejo de Matheus em afirmar o sofrimento do personagem, mas a interpretação de Duviver é tão inferior à de sua colega de cena que você pensa que ele está é com prisão de ventre e não em pânico por ser abandonado.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim: pode não parecer (pelo que escrevi aqui) mas &#8220;.apenas o fim.&#8221; é um filme muito bom. Tem em si aquele gosto gostoso de cinema independente, sem nenhuma porralouquice de &#8220;vanguarda intelectual&#8221;. É um filme sincero e honesto, sem traficantes, sem folclore nordestino, sem falar de favela. É um filme daqueles que o Brasil ainda está precisando aprender a fazer, aquele cinema cotidiano tão legal de se ver. O filme peca? Claro que peca! Caçamba, é a estréia do cara, ainda tem muito pra amadurecer. Mas veja bem, eu disse <em>amadurecer</em>. Ou seja: Matheus Souza tem um potencial enorme, desde que se lapide. E isso acontecendo, meu chapa, pode ter certeza que ganharemos um cineasta de primeira linha&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Agora é esperar sair em DVD para ganhar espaço no cofre!</p>
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			<media:title type="html">Lucas Ed.</media:title>
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		<title>Feito no Brasil/Made in Brazil</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 02:09:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Ed.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pois bem senhoras e senhores, eis que nasce mais um blog nessa imensa e global e maluca web! O &#8220;Feito no Brasil&#8221; está oficialmente no ar! Pra falar de cinema, de gibis e de música de qualidade produzidos nessa nossa Pindorama! Se você, assim como eu, tem o sangue verde-e-amarelo, puxe logo uma cadeira porque [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=feitonobrasil.wordpress.com&amp;blog=8630132&amp;post=15&amp;subd=feitonobrasil&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p style="text-align:justify;">Pois bem senhoras e senhores, eis que nasce mais um blog nessa imensa e global e maluca web!</p>
<p style="text-align:justify;">O &#8220;Feito no Brasil&#8221; está oficialmente no ar! Pra falar de cinema, de gibis e de música de qualidade produzidos nessa nossa Pindorama! Se você, assim como eu, tem o sangue verde-e-amarelo, puxe logo uma cadeira porque a coisa vai começar!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/feitonobrasil.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/feitonobrasil.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/feitonobrasil.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/feitonobrasil.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/feitonobrasil.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/feitonobrasil.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/feitonobrasil.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/feitonobrasil.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/feitonobrasil.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/feitonobrasil.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/feitonobrasil.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/feitonobrasil.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/feitonobrasil.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/feitonobrasil.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=feitonobrasil.wordpress.com&amp;blog=8630132&amp;post=15&amp;subd=feitonobrasil&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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